segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Eu Sou a Lenda

Eu Sou A Lenda



O impecável Will Smith e a agradável surpresa Alice Braga, são os donos da festa que aconteceu em minha mente após conferir “Eu Sou a Lenda’ (I am Legend). O filme, terceira adaptação cinematográfica do livro escrito por Richard Matheson em 1954, é uma obra prima. Há muito eu não via um filme tão digno de estar no topo das bilheterias

O diretor Francis Lawrence (Constantine), que dirige seu segundo filme está de parabéns, porém a qualidade do filme se deve muito pela história original de Matherson. A prova disso está nas melhores locadoras de filmes, onde podemos conferir as duas ótimas primeiras adaptações do romance “Mortos que matam”, de 1964, e “A última esperança da terra”, de 1971.

O roteiro é super atrativo: Em 2009, a descoberta para a cura do câncer, modificando geneticamente o vírus do sarampo, passa em três anos do alívio ao quase fim do mundo. Nesse momento, o doutor Robert Neville se encontra sozinho no meio de uma Nova Yorque devastada e tomada pelo caos silencioso. 90% da população mundial está morta, dos 10% restantes, apenas 1% das pessoas são imunes ao vírus. Os outros 9% desenvolveram uma espécie de raiva.

A única companhia do doutor nesse pós apocalípse, a cadela Sam, é a fonte de sua sobrevivência mental e alavanca de suas esperanças. A relação homem-cão é um forte retrato da importância de um relacionamento amizade. Lembra muito a relação do Náufrago, interpretado por Tom Hanks, com sua bola de vôlei, Wilson. Mas só lembra, pois, ao contrário de Wilson, Sam possui ações e emoções.

No início do longa, tomamos logo um susto ao percebermos o que um vírus pode causar. Mas ainda não percebemos verdadeiramete da terrível grandiosidade da doença. Quando estávamos acostumados em torcer pela sobrevivência Neville e Sam em meio a cervos e leões no meio da cidade, eis que surge o verdadeiro terror. Os zumbis (que pecam em parecer de mais com a múmia Himotep em “A Múmia” e “O Retorno da Múmia”), são a face da agonia e do desespero.
Robert Nevill não está lá correndo risco de morte por obrigação. Ele quer salvar os atingidos pelo vírus, mesmo que isso lhe custe a vida. Esse é o ponto em que mais nos identificamos com ele. O desejo por um mundo melhor é comum a todas as pessoa de bem. O carisma de Will Smith teve aí o peso que fez dele uma lenda. Eu daria o Oscar de melhor ator para ele, não só por esse filme, mas pelo conjunto de sua obra. Smith vem arrebentou em “A procura da Felicidade”, está arrebentando em “Eu Sou a Lenda”, e vai arrebentar em
“Hancok” (Em breve)!

Anna, personagem de Alice Braga aparece num momento crucial do longa trazendo a esperança de uma fonte não muito comum em Hollywood: Deus. Seu discurso baseado em sua fé, comove e surpreende no desfecho da história.

Um dia depois de ter assistido ao filme, me perguntaram: “É igual a K9?”. Eu disse não. “É igual a Resident Evil?”. Eu também neguei. Após pensar muito respondi que se parecia muito com “Armagedom” misturado com “Náufrago” e com uma pitada de “Sinais”. Quem gostou desses três ótimos filmes, com certeza terá um prato cheio nas salas de cinema mais próximas de casa.


Israel Leal

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